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Papel ou plástico: o que é melhor para o meio ambiente?
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Taxa anual do desmatamento no Brasil (INPE)

Pesquisas mostram números importantes sobre os dois materiais

Nos últimos anos, é comum ver marcas trocando sacolas plásticas por sacolas de papel, trazendo uma falsa ilusão de preservação.

Porém, alguns estudos mostram que esta não é a melhor opção ecológica e econômica.

Da mesma forma que o plástico, diversos produtos que usam o papel como matéria-prima são depositados em lugares indevidos com frequência.

Por este motivo, se torna um ciclo sem fim em que empresas e toda a sociedade debatem por um caminho mais correto.

Anualmente, são produzidas, em média, mais de 380 milhões de toneladas de plástico no mundo.

O material, por sua vez, é amplamente utilizado porque está presente desde casacos sintéticos até as embalagens de alimentos e fabricação de dispositivos eletrônicos.

Portanto, é preciso avaliar cada situação. Para saber, por exemplo, qual tipo de sacola provoca o menor impacto ecológico, é necessário levar em consideração três critérios: a energia utilizada para a sua produção, a duração – quantas vezes pode ser reutilizado –, o processo de reciclagem e a velocidade com que se decompõem.

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De acordo com dados da Global Forest Watch, o Brasil perdeu 53,8 milhões de hectares de cobertura arbórea entre 2001 e 2018.

Isso significa uma redução de 10% da área florestal desde 2000.

No período, estima-se que 66% desta perda ocorreu devido a fatores de urbanização e de agropecuária para fins comerciais.

Neste estudo, considera-se a área da Amazônia Legal, pelo fato de ser a principal área florestal do país; e os dados também consideram a extensão da Mata Atlântica e do Cerrado brasileiro.

Apesar destes números alarmantes em relação ao desmatamento, hoje 98% da produção de papel no Brasil é fruto de reflorestamento (Eucaliptos e Pinus), isto é, são árvores especialmente plantadas para este tipo de consumo.

Todavia, o fato de ser reflorestado não diminui o impacto ambiental que este processo tem.  

Segundo um artigo da BBC Brasil, divulgado em janeiro de 2019, uma pesquisa na Irlanda do Norte revelou que era necessário quatro vezes mais energia para fabricar um saco de papel do que para um de plástico.

Por serem mais pesados, o seu transporte era um exemplo de mais poluição.

O processo de produção do papel origina uma maior concentração de componentes químicos tóxicos, se comparado com os sacos plásticos descartáveis.

Em 2006, a Environment Agency – órgão do governo britânico que trabalha em prol do ambiente – examinou uma variedade de sacos produzidos com diferentes materiais para saber quantas vezes eles precisariam ser reutilizados para ter melhor aproveitamento do que um saco de plástico descartável.

A pesquisa mostrava que os sacos de papel precisam ser reutilizados três vezes, uma a menos do que os sacos de plástico mais resistentes.

Apesar da sua baixa durabilidade, o papel decompõe-se muito mais rapidamente do que o plástico e, portanto, é menos provável que seja uma fonte de lixo e represente um risco para o meio ambiente.

É também amplamente reciclável, enquanto o plástico pode levar mais de 400 a mil anos para se decompor.

O artigo da BBC Brasil ainda indica que os sacos de algodão, apesar de necessitarem de mais carbono na produção, “são os mais duráveis e têm uma vida muito mais longa”, embora exijam um maior número de reutilizações (131) para serem mais “amigos do ambiente”, devido à alta quantidade de energia utilizada na sua produção.

Em outra pesquisa, realizada pelo Earther e divulgada pelo HypeScience, em junho de 2018, mostra que a proibição do uso de sacos plásticos é vantajosa apenas em regiões próximas ao mar.

Nas demais localidades, o melhor é usar os sacos plásticos e reutilizá-los o maior número de vezes, antes de os usar para o lixo doméstico. 

Além disso, o estudo indica que os sacos de papel produzem quatro vezes mais resíduos sólidos, 142% mais poluição do ar e 15% mais desperdício de água.

Ou seja, a análise sugere que o plástico é mais rentável para o ambiente que o algodão e o papel, devido ser mais leve, conseguir carregar mais peso e precisar de menos energia para ser produzido.

Prevenir o uso e melhorar a gestão do plástico

Com o crescimento da controvérsia relativa ao plástico, têm aumentado também as iniciativas e as propostas para diminuir a poluição causada por este material, desde a criação de embalagens biodegradáveis até a incentivos financeiros para uma melhor gestão.

Por fim, muitas pessoas ainda esquecem de levar suas sacolas reutilizáveis nas idas semanais ao supermercado e acabam tendo que pegar mais no caixa.

Outros não fazem a simples separação dos lixos para ajudar na reciclagem.

E alguns ainda esquecem de que muita coisa ainda é reaproveitável e utilizam em excesso.

Mudar atitudes como estas podem alterar o curso em que estamos aparentemente presos.

Tudo isto terá um impacto ambiental muito mais positivo se comparado com a escolha entre papel, plástico ou algodão.

O planeta não tem escolha, as pessoas têm.

Foto:Pexels / Divulgação
Fonte:Gauchazh

   
       
 
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