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Até pouco tempo, as garrafas pet eram responsáveis por cenários de poluição em rios e áreas verdes, trazendo prejuízos visíveis às paisagens urbanas. Hoje, isso mudou: o material é um dos responsáveis pelo sustento de famílias e fonte de lucro para quem vive e sobrevive da reciclagem. A importância do material é tão grande que ele já é comparado, pelos catadores e trabalhadores de cooperativas, às latinhas de alumínio.
O preço do pet subiu 56,2% em seis meses e deu ás garrafas o título de "vedete dos recicláveis". Mais comum no lixo do que as não menos cobiçadas latinhas de cerveja e refrigerante, as garrafas plásticas passaram a ser armazenadas em casa pelos catadores informais.
"Ninguém mais descarta. Hoje todo mundo quer vender", constatou Maria José Souza de Oliveira, ligada à CooperSumaré, cooperativa de reciclagem que há oito anos reúne 15 famílias.
De acordo com o presidente da cooperativa, Jurandir José Fidélis, são recicladas no local, em média, 35 toneladas por mês. Deste total, pelo menos 1,5 tonelada é de garrafas pet. O restante reciclado se refere a papelão, alumínio e ferro.
Fonte: O Liberal
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