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*Nossa íntima relação com a natureza
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Marcus Eduardo de Oliveira*

Existe uma íntima e específica relação entre o homem e a natureza, entre a vida e o sistema que regula todo o meio ambiente.

Todos os organismos vivos, pertencemos a um mesmo plano. Não por acaso, há um mesmo alfabeto básico em todos, das amebas aos vírus, dos peixes aos pássaros, dos animais aos humanos, todos somos formados por 20 aminoácidos e 4 ácidos nucleicos (adenina, guanina, timina e citosina); ocorre apenas uma diferença de combinação de sílabas desse alfabeto.

Nosso corpo mantém mais de 100 trilhões de células compartilhando átomos com tudo o que está ao nosso redor, enaltecendo a exuberância da vida.

Somos todos, em outras palavras, parte do universo; é por isso que não estamos apenas na Terra, mas somos a Terra, em plenitude.

O educador canadense Herbert M. McLuhan, disse certa vez que: “Na espaçonave Terra não há passageiros. Todos somos tripulantes”.

Nossa íntima relação com a biodiversidade mostra que, não por mero acaso, no corpo de cada ser humano há mais ou menos 71% de água (a mesma porcentagem que há no Planeta Terra); nossa taxa de salinização do sangue (3,4%) é a mesma dos mares.

Simplesmente, 60% do nosso corpo é oxigênio. Se incluirmos o carbono, hidrogênio e nitrogênio existentes no nosso corpo, temos então 95% da massa total do ser humano. De 92 elementos químicos existentes na natureza, 17 deles regulam todo o processo da vida.

Não ocupamos a natureza como meros partícipes dela; somos a própria natureza, a partir do fato de sermos feitos de poeira estelar.

Dependemos da natureza, das terras, da água, do ar, do sol, da chuva, do fitoplâncton, das abelhas (sem elas não há alimentos) e dependemos das estrelas. Leonardo Boff, com bastante propriedade assevera que “todos dependemos das estrelas, pois são elas que convertem o hidrogênio em hélio, e, da combinação deles, provém o oxigênio, o carbono, o nitrogênio, o fósforo e o potássio, sem os quais não haveria os aminoácidos nem as proteínas indispensáveis à vida”.

Somos natureza ainda por razões filológicas. Também não por mero acaso, somos “originários” metaforicamente do Adão bíblico (Adam, em hebraico, significa “Filho da Terra”).

Somos natureza quando nos damos conta que as palavras homem/humano vêm de “húmus”, cujo significado é “terra fértil”.

É procurando preservar essa história riquíssima da natureza que a busca pela sustentabilidade se apresenta como oportuna e imprescindível para a promoção e devolução do equilíbrio à Terra e aos ecossistemas para que o meio ambiente possa continuar sendo habitável.

E só será habitável se mudarmos conceitos e práticas, se mudarmos, ademais, o modo de produzir e de consumir.

Se parássemos agora, nesse exato momento, com todo o processo de produção e consumo, a Terra precisaria de mil anos para recuperar-se do estresse causado pela forma humana de agir.

O efeito mais lamentável desse modo de produzir, convertido nessa sociedade de consumo que extrapola os limites do ponderável, é a destruição sistemática da natureza, é a diminuição acentuada das diversas formas de vida, ou seja, da biodiversidade.

Por conta de uma superprodução de mercadorias, o sistema atual de produção, patrocinado pelas economias mais desenvolvidas, já destruiu 15 dos 24 serviços ambientais essenciais para a manutenção da vida, como a regulação dos climas, os solos, os oceanos, a polinização etc, e está pondo em curso a defaunação (um planeta sem animais).

Também não é por mero acaso que 100% da emissão de gases de efeito estufa está concentrada nos países do G-20.

É a partir disso que se faz necessário estabelecer, com muita urgência, uma conversa amigável entre a economia (atividade produtiva) e a natureza (ecologia). A vida pede isso.

* Marcus Eduardo de Oliveira é economista e professor de economia na FAC-FITO e no UNIFIEO, em São Paulo.

Fonte: Adital

   
       
 
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