Quando se pensa no planeta Terra como um lar, por que razão os espaços individuais, as residências, necessitam de tanto espaço? Quantos metros quadrados são necessários para uma moradia segura e confortável?
Mundialmente, há uma grande tendência imobiliária em reduzir cada vez mais as novas construções.
Os adeptos desse novo conceito defendem que espaços menores causam menos impacto ambiental, pela menor quantidade de material empregado na obra, gastam muito menos energia e tornam as pessoas menos acumulativas ao longo de sua existência.
Apartamentos com metragens ínfimas para os padrões do século passado vêm sendo construídos, alguns com cerca de doze a nove metros quadrados.
Nesse caso, os construtores vêem essas medidas sob uma outra ótica, a do metro cúbico.
Com três metros de altura no pé-direito em cada unidade, essas moradias passariam a contar respectivamente com 36 metros e 27 metros cúbicos, uma vez que cada espaço, inclusive o das paredes, deve ser milimetricamente planejado para total aproveitamento do imóvel.
As famílias em todo planeta também estão cada vez menores, e o crescimento demográfico vem desacelerando nas últimas décadas.
Ainda assim, a população cada vez mais vem optando por viver nos grandes centros urbanos, onde as estruturas são inchadas e os espaços sempre disputados. Entretanto, as opções de pequenas moradias transcendem às casas e aos edifícios.
Barcos, trailers e outros lares itinerantes também fazem parte do novo conceito de viver.
É evidente que espaços menores têm menor custo, mas para muitos essa opção nada tem a ver com custos e sim com um estilo de vida que busca a redução de consumo em todas as esferas, inclusive na moradia.
O que habita nessas pessoas é o cansaço com a sociedade altamente consumista e o desejo de redução do estilo de vida ao essencial as posses podem se tornar prisões do espírito.
Artigo escrito por Mauro Vianna
Foto: The Cube / Divulgação
Fonte:Respostas Sustentáveis