*Márcia Marques
Com o crescimento populacional, houve um considerável aumento da poluição e com isso o lixo tem se tornado um problema mundial, com graves consequências.
Alguns países mais desenvolvidos, devido ao grande consumismo existente, já não sabem mais o que fazer com materiais que são considerados impróprios para consumo.
Em algumas cidades, a população tem que conviver com o lixo nas ruas e calçadas, o que causa uma grande poluição visual. A sociedade ainda está sujeita a doenças causadas por insetos atraídos pelos lixo.
No Brasil não é diferente, o consumo tem aumentado e o lixo gerado também. Isso, com certeza, é uma questão cultural, pois existem cidades no Brasil e em outros países onde os moradores são mais conscientes, se preocupando em pelo menos diminuir os impactos ambientais, optando por desenvolver práticas sustentáveis de reciclagem e se educando para jogar o lixo no local adequado.
No Estado de Goiás não existem ainda muitos investimentos em práticas sustentáveis e de conscientização, deixando a desejar em relação a práticas corretas de reciclagem.
Enquanto não existir uma preocupação em colocar o lixo no local adequado, o problema continuará e muitas vezes pode não ser percebido de imediato, mas quando vem a tona causa diversos transtornos, como, por exemplo, os lixos que são jogados nas ruas.
A população só percebe o desconforto na época das chuvas, pois entopem os bueiros, causando enchentes, trazendo ainda vários tipos de doença.
Outro exemplo, são os lixos lançados pelas janelas de veículos, que, além de causar uma enorme poluição visual, causam problemas ambientais, tais quais: poluição do solo, atmosférica e acima de tudo serve como ‘alimento’ para animais silvestres, que muitas vezes morrem após o consumo.
Com tudo isso, pode-se definir o lixo como uma catástrofe ambiental silenciosa. Está passando da hora de todos se conscientizarem e cada um fazer a sua parte.
O governo precisa dispor de um maior investimento em políticas educacionais. A população tem que ter acesso à informação para não poluir o meio ambiente e para que esse impacto ambiental seja ao menos diminuído.
*Márcia Marques da Silva, Ciências Biológicas, UEG - Palmeiras de Goiás-GO, aluna do 4º ano
Fonte: Diário da Manhã