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Venezuelanos e brasileiros removem 1 tonelada de lixo da maior bacia hidrográfica do mundo
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No meio do principal parque urbano de Manaus (AM), por onde correm as águas que irão desembocar na maior bacia hidrográfica do mundo, um grupo de cerca de 60 pessoas se uniu para uma ação pontual, mas com um propósito muito maior: limpar as margens do igarapé como forma de contribuir para preservação do lugar que hoje eles chamam de lar.

Inspirados a contribuir com a comunidade que os acolheu e a preservar o meio ambiente, cerca de 30 venezuelanos se juntaram à iniciativa “Igarapés Limpos”, que promove mutirões de limpeza nas margens dos rios da bacia amazônica.

Um deles foi Omar, venezuelano de 70 anos que vive na cidade desde setembro de 2017 e atua como promotor comunitário da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

No meio do principal parque urbano de Manaus (AM), por onde correm as águas que irão desembocar na maior bacia hidrográfica do mundo, um grupo de cerca de 60 pessoas se uniu para uma ação pontual, mas com um propósito muito maior: limpar as margens do igarapé como forma de contribuir para preservação do lugar que hoje eles chamam de lar.

Inspirados a contribuir com a comunidade que os acolheu e a preservar o meio ambiente, cerca de 30 venezuelanos se juntaram à iniciativa “Igarapés Limpos”, que promove mutirões de limpeza nas margens dos rios da bacia amazônica.

Um deles foi Omar, venezuelano de 70 anos que vive na cidade desde setembro de 2017 e atua como promotor comunitário da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

“O que me motiva a ser um promotor comunitário é poder ajudar pessoas, especialmente refugiados que têm muitas necessidades; e assim eu posso também colaborar com o país que me acolhe”, afirmou.

Nem o calor de mais de trinta graus desanimou o grupo.

Durante um dia todo, luvas, máscaras e sacos de lixo foram os instrumentos de trabalho usados para remover plástico, papel, borracha, metal e até equipamentos eletrônicos do Parque do Mindu, uma área de conservação ambiental.

E os esforços do grupo renderam frutos: uma tonelada de lixo foi retirado das margens do rio.

Em média, cada pessoa removeu 17 quilos de resíduos da natureza.

“Sinto que estou mudando alguma coisa, fazendo parte de algo que gera transformação. O que mais gostei é poder fazer algo produtivo pela comunidade e meio ambiente que nos rodeia”, afirmou Cristina, venezuelana de 40 anos que participou da inciativa.

Como parte dos seus esforços enquanto conectores entre refugiados e a comunidade brasileira, Omar, Cristina e outros promotores comunitários mobilizaram seus familiares e conhecidos para participar desta ação e promover maior integração local.

O ACNUR incentiva e desenvolve o projeto dos promotores comunitários junto com organizações parceiras, como Caritas Manaus, e com o apoio financeiro da União Europeia, que tem contribuído com a resposta ao fluxo venezuelano no Norte do país.

Os projetos apoiados tem o objetivo de promover o empoderamento e autonomia de pessoas venezuelanas, assim como facilitar a convivência com a comunidade anfitriã.

Raquel Casellato, oficial de proteção do ACNUR, destacou a importância dos esforços coletivos.

“É muito importante incentivar ações que promovam a integração dos refugiados com a comunidade local e a preservação ambiental. Os resultados são muito mais significativos quando as pessoas se unem.”

Enquanto coletava os resíduos com seus filhos de 16 e 22 anos, Cristina avaliou que a vivência superou suas expectativas.

“Essa foi uma oportunidade muito importante de vivenciar a integração entre refugiados, comunidades de acolhida e o meio ambiente, ainda mais dessa cidade onde a gente vive hoje.

Cuidar da natureza é cuidar de nós mesmos”, disse.

Fonte: ONU

   
       
 
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