O conteúdo desta página requer uma versão mais recente do Adobe Flash Player.

Obter Adobe Flash player

  Pagina Inicial Tradutor Cursos Artigos Vídeos Fotos Calendário Ecológico Eventos Quem somos Contato  

 

Notícias
Com apoio do Ministério do Meio Ambiente, Conama aprova filtro de vida curta para motos
Tamanho da letra


Segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), hoje, o Brasil possui uma frota de motocicletas de mais de 26 milhões de unidades.

Em decisão apertada, o Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) aprovou no último dia (24/04) resolução determinando que os catalisadores [os filtros contra poluentes] usados em motocicletas com velocidade máxima de 130 km/hora tenham uma durabilidade de 20 mil quilômetros de rodagem

A proposta defendida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) foi aprovada por 36 a 35 votos, após o Ministério do Meio Ambiente e o Ibama mudarem de posição em prol da norma mais branda defendida pela indústria.

A reunião foi presidida pelo ministro Ricardo Salles, que conduziu a mudança no voto do MMA.

Salles tem como uma das metas de seu mandato a Agenda Nacional de Qualidade Ambiental Urbana, que será lançada em junho.

As normas entrarão em vigor a partir de 2023. Atualmente, a durabilidade dos catalisadores é de 18 mil km, considerado muito baixo.

O texto-base que faz parte da proposta da fase M5 do Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos similares (Promot) estabelecia 35 mil km de durabilidade, mas os representantes da indústria apresentaram uma proposta para diminuir para 20 mil km, um aumento de apenas 2 km do que a norma prevê hoje.

Foi essa proposta tímida que venceu apertado no colegiado.

“A decisão manterá a atual situação de poluição atmosférica, prejudicial ao meio ambiente e à saúde da população”, afirma presidente do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (Proam), Carlos Bocuhy, conselheiro do Conama.  

A decisão em prol dos 20 mil km levou em consideração o argumento defendido pela Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares) de que texto-base de 35 mil km inviabilizaria a produção de motos populares (com velocidade de até 130 km/h), já que esse não é o padrão exigido para as exportações e o mercado interno está em baixa.

Procurados pelo reportagem de ((o))eco, a Abraciclo informou que não iria se pronunciar sobre o assunto.

Com 18 mil km de durabilidade dos catalisadores, as motocicletas emitem entre 3 e 9 vezes mais poluentes que um automóvel a gasolina. A média de km rodados por ano por moto é de 12 mil km.

Em menos de dois anos, os catalisadores ficam inoperantes.

Não há na norma nenhuma previsão de obrigatoriedade de troca de filtro após chegar aos 20 mil km.

Segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), hoje, o Brasil possui uma frota de motocicletas de mais de 26 milhões de unidades.

“O país tem atualmente, segundo estimativas, mais de 20 milhões de motos com catalisadores inoperantes, lançando o total da poluição na atmosfera, já que a duração do equipamento é inferior a dois anos”, diz Carlos Bocuhy.

O Proam entrará com representação no Ministério Público Federal (MPF) contra a decisão.

Segundo a ONG, o custo da adaptação das motos para catalisadores com duração de 60 mil km seria de apenas entre U$ 30 e U$ 50 para os produtores.

A proposta de 60 mil km era considerada o ideal, já que garantiria o atendimento por cerca de 5 anos.

Os representantes das ONGs, da sociedade civil, a maioria dos Estados, o Ministério da Saúde, os representantes dos municípios brasileiros, representados pela CNM, FNP e Anamma, foram os vencidos no colegiado.

O governo paulista e a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) queriam catalisadores com prazo mínimo de vida de 35 mil km.

Segundo dados do Detran de São Paulo, o Estado fechou o mês de dezembro de 2018, com a frota de 5.784.133 (incluindo ciclomotor, motoneta, motocicleta, triciclo e quadriciclo).

São Paulo é um dos poucos estados que faz o monitoramento da qualidade do ar.

Poluição mata

Por ano, 8,8 milhões de pessoas morrem causadas por doenças relacionadas à poluição do ar em ambientes externos.

No Brasil, os últimos números divulgados indicam que 50 mil pessoas morrem anualmente por conta da poluição atmosférica.

Esse número está subestimado, já que apenas 3% dos municípios monitoram a poluição do ar.

Em 19 estados da federação, sequer se sabem quantos e quais poluentes são jogados na atmosfera.

Saiba Mais:

Resolução nº 492/2018

Fonte:Sabrina Rodrigues / o eco

   
       
 
23/05/2019 -  Estão abertas as inscrições para a 8ª Feira de Geociências de Nova Andradina
17/05/2019 - Assim a soja invade a Amazônia
17/05/2019 - Quais são as atividades industriais mais ligadas ao desmatamento?
17/05/2019 - Museus se mobilizam para salvar as espécies ameaçadas
17/05/2019 -  Cuiabá:Estado lança edital para contratar 50 analistas ambientais
16/05/2019 - Cresce a infraestrutura de carga para veículos elétricos
16/05/2019 - *Precisamos falar sobre a geoengenharia
16/05/2019 - Submarino encontra plástico no ponto mais profundo dos oceanos
13/05/2019 -  Fungo que digere plástico é apontado como alternativa de preservação do meio ambiente

 

     
Notícias | Tradutor | Cursos | Artigos | Vídeos | Fotos | Calendário Ecológico | Eventos | Quem Somos | Contato
© Copyright 2011 Meio Ambiente News - Todos os direitos reservados