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Cinco anos depois do prazo, prefeitos pedem mais tempo para acabar com lixões
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Ainda existem quase três mil lixões em todo o país. Prefeitos dizem que o processo custaria R$ 30 bilhões. Ambientalistas criticam o adiamento.

Cinco anos depois do prazo para o Brasil acabar com os lixões, prefeitos querem mais tempo para cumprir a lei.

Os ambientalistas criticam o adiamento. Ainda existem quase três mil lixões em todo o país.

Uma esquina e uma tentativa.

“Essa lixeira foi o povo que fez, a comunidade juntou aqui e a gente fez a lixeira mesmo. Não foi a prefeitura, não foi nada”, disse o empreiteiro Edilson Moraes.

Mas hoje já tem madeira, papelão, sacos no chão.

No terreno ao lado, apesar da placa, entulho.

“Acho que falta um pouquinho de educação do povo, de compreender e jogar dentro da lixeira”, comentou Edilson.

Falta também o poder público jogar os resíduos recolhidos no lugar certo. Imagine uma piscina olímpica. Agora multiplique por 500 e encha de lixo.

Foi a quantidade de resíduos que o Brasil jogou a mais nos lixões em 2017: ao todo, 12,9 milhões de toneladas despejadas a céu aberto, gerando gases e chorume, um líquido poluente que atinge os lençóis freáticos.

Quarenta e um porcento do lixo do país vão parar onde não deveriam, como em Cuiabá.

A cidade não tem coleta seletiva nem cooperativas de catadores.

Eles trabalham sem equipamentos de segurança.

Até os aterros sanitários, apontados como solução, apresentam problemas.

O aterro sanitário de Embu das Artes, na Grande São Paulo, é considerado inadequado pela agência ambiental do estado porque tem lixo descoberto acumulado e também animais que transmitem doenças.

Para quem mora perto, mais grave do que o incômodo é o risco de contaminação.

“É muito cheiro ruim que vem de lá, vem também muita mosca”, disse o comerciante João Victor Silva.

“Moscas, baratas. Tem que trabalhar bastante com dedetização por causa das baratas”, afirmou o motorista Léo Ribeiro.

"Os lixões ainda estão presentes em todas as regiões e afetam a saúde de 76 milhões de brasileiros, trazendo um custo de R$ 1,5 bilhão por ano para tratamento de saúde e algo em torno de R$ 2 bilhões para recuperação do meio ambiente”, explicou Carlos Silva Filho, presidente da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).

Fonte: G1

   
       
 
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