O conteúdo desta página requer uma versão mais recente do Adobe Flash Player.

Obter Adobe Flash player

  Pagina Inicial Tradutor Cursos Artigos Vídeos Fotos Calendário Ecológico Eventos Quem somos Contato  

 

Notícias
Indígenas dos EUA resgatam o bisão para suas terras
Tamanho da letra


O bisão-americano dominava as pradarias do Alasca até o Texas, mas atualmente sobraram apenas pequenos rebanhos

A população de bisões-americanos foi dizimada de 60 milhões para pouco mais de 500 espécimes no século 19

O descendente de nativos americanos Jason Baldes mantém 28 bisões-americanos na reserva indígena Wind River

Povos nativo-americanos, com ajuda de conservacionistas, tentam reintroduzir o icônico animal em áreas indígenas. A espécie foi quase extinta no século 19.

O bisão-americano impressiona.

Coberto por um espesso pelo castanho-escuro, pode chegar a ter mais de dois metros de altura e pesar mais de uma tonelada.

Numa certa época, mais de 60 milhões deles habitavam as pradarias da América do Norte, desde o Alasca Ártico até o sul do Golfo do México.

Não é nenhuma surpresa que os animais – também conhecidos popularmente como búfalos – fossem parte essencial dos ecossistemas locais e vitais para a sobrevivência de muitos povos nativos americanos que conviviam com eles.

A situação mudou durante o século 19, quando os colonizadores europeus caçaram e abateram sistematicamente os rebanhos e quase aniquilaram a espécie.

Já em 1889, haviam sobrado apenas 541 bisões-americanos.

"Nós virtualmente eliminamos o bisão, e muito disso tem a ver com a expansão para o oeste e com as atrocidades cometidas contra os nativo-americanos", diz Chamois Andersen, porta-voz da organização de conservação ambiental Defenders of Wildlife.

Atualmente, os descendentes dos nativo-americanos estão ajudando a trazer de volta este símbolo do oeste americano ao dar aos bisões-americanos um novo lar nas reservas dos Índios das Planícies.

Um desses descendentes é Jason Baldes da tribo Shoshone do leste, baseados predominantemente no atual estado de Wyoming. Baldes é também o diretor executivo da organização comunitária Wind River Native Advocacy Center em Fort Washakie.

A vida de seus ancestrais estava intimamente ligada aos bisões.

"Em vez de fazer compras no supermercado, o búfalo era o nosso Walmart", diz Baldes, referindo-se à enorme cadeira varejista americana.

"O retorno do bisão-americano é uma bênção."

Os Índios das Planícies – nativos americanos que viviam nas planícies de pastagens, uma faixa larga de pradarias que se estende a leste das Montanhas Rochosas, do sul dos Estados Unidos até as províncias canadenses de Saskatchewan e Alberta – dependiam de todas as partes do animal para sobreviver: de comida, vestimentas a abrigo.

Baldes afirma que a perda dos rebanhos de bisões-americanos foi quase tão devastadora para seu povo quanto a realocação forçada – em grande parte no século 19 – para reservas estipuladas pelo governo dos Estados Unidos.

Desde o final do século 19, a população de bisões-americanos tem se recuperado lentamente e computa atualmente cerca de 500 mil animais nos Estados Unidos.

Os animais vivem principalmente em parques nacionais e em algumas reservas. Eles têm poucos outros lugares para ir.

Ao devolvê-los às terras dos nativo-americanos, os bisões têm a chance de expandir seu habitat.

Para Baldes, esses esforços não representam somente a conservação de vida selvagem, mas também oferecem uma oportunidade de se reconectar a um modo de vida extinto há mais de um século. Baldes é responsável pelas medidas de recuperação dos bisões-americanos na reserva Wind River.

Ele cuida de um pequeno rebanho de bisões-americanos selvagens em 121 hectares de pastagem no cerne da reserva de 2,4 milhões de acres.

Ele começou em 2006 com 10 bisões-americanos.

Esse número cresceu para 28 animais.

O objetivo é fornecer um habitat sustentável para um rebanho muito maior em 400 mil acres de terras adequadas, que permitem que o bisão-americano seja manejado como uma espécie silvestre, e não como animais cativos.

O pequeno rebanho de Baldes é descendente de búfalos selvagens e geneticamente puros resgatados da quase extinção no Parque Nacional de Yellowstone. Atualmente, cerca de três mil bisões-americanos vivem em Yellowstone.

Em contraste, cerca de 20 mil búfalos vivem em um milhão de acres de terra indígena nos EUA, onde são mantidos para fins cerimoniais, alimentação e conservação.

É o ponto culminante de uma longa batalha, diz Baldes.

"Há fortes interesses agropecuários em Montana, Idaho e Wyoming, em oposição aos esforços de recuperação de búfalos", explica.

Isso é em parte porque existe o risco de que búfalos errantes possam carregar a brucelose. Bisões inicialmente contraíram a doença infecciosa depois de entrar em contato com gado doméstico não nativo.

Embora tenha sido amplamente erradicado entre o gado, a doença persiste entre alguns bisões selvagens.

A brucelose aparenta ter apenas um impacto marginal sobre os animais selvagens, mas pode ser devastadora para as populações de gado.

Parte do rebanho em Yellowstone é abatida todos os anos para evitar o sobrepastoreio e manter a população estável, para que os animais não se dispersem do parque.

No ano passado, defensores da vida selvagem processaram agências governamentais para impedir o abate dos búfalos de Yellowstone.

E caso os animais saíssem do parque, eles insistiram que fossem transferidos para reservas de búfalos depois de terem sido colocados em quarentena e considerados estáveis.

Estas ações judiciais resultaram na transferência bem-sucedida de búfalos de Yellowstone para as reservas Fort Belknap e Fort Peck, em Montana.

Em 2018, os funcionários do parque também anunciaram a criação de um novo programa para capturar e colocar em quarentena o excedente de búfalos com o objetivo de estabelecer rebanhos livres de doenças em todo o país.

Esses rebanhos podem ajudar a restaurar um habitat em extinção.

Cerca de 170 milhões de acres de pastagens altas existiam nas Grandes Planícies dos EUA durante o século 19.

Apenas aproximadamente 4% da área original permanece intacta.

"É realmente um ambiente ameaçado", diz Andersen.

Os conservacionistas esperam devolver o bisão-americano para pelo menos parte dessa terra.

Para eles, o simbolismo e o significado da conservação de búfalos são importantes, porque a presença deles não apenas desperta a imaginação de um passado distante, mas também literalmente molda a paisagem atual.

Os animais ruminantes e que adoram chafurdar também criam habitats para que prosperem outras espécies nativas, como os cães de pradaria.

Suas pelagens desgrenhadas dispersam sementes de plantas nativas, e suas abundantes urinas e fezes fertilizam os campos.

Caso tudo ocorra conforme planejado, os conservacionistas esperam que o bisão-americano pe regulador da pradaria.

"O bisão evoluiu com as planícies, e as planícies evoluíram com o bisão", diz Andersen.

"É uma relação simbiossa retomar seu papel dótica incrível."

Fonte:Deutsche Welle

   
       
 
14/04/2019 -  Poluição do ar afeta crescimento de árvores em São Paulo
13/04/2019 - Agrotóxicos têm futuro garantido no Brasil
13/04/2019 - *O desenvolvimentismo e o meio ambiente
13/04/2019 - Indonésia suspende visitas na ilha de Komodo após roubos de dragões
13/04/2019 -  Campanha de descarte de resíduos perigosos chega ao campo e tem adesão maciça dos agricultores baianos
11/04/2019 - Curitiba vai duplicar ciclovias e deve contar com mais 200 km até 2025
10/04/2019 - Mais de 90% das geleiras dos Alpes podem desaparecer até 2100
25/03/2019 - Projeto atua na preservação das nascentes de rios às margens da via Dutra
24/03/2019 - Cidade do México afunda de 8 a 12 centímetros por ano, segundo universidade

 

     
Notícias | Tradutor | Cursos | Artigos | Vídeos | Fotos | Calendário Ecológico | Eventos | Quem Somos | Contato
© Copyright 2011 Meio Ambiente News - Todos os direitos reservados